06 de novembro de 2009
Porto busca recursos para melhorar a infraestrutura aquaviária
A Autoridade Portuária de Itajaí busca apoio junto ao Congresso, Senado e governo do Estado para garantir os recursos necessários para o aprofundamento dos canais de acesso interno e externo e bacia de evolução do Complexo Portuário do Rio Itajaí, de 11 para 14 metros. Os trabalhos devem envolver a retirada de aproximadamente 6 milhões de metros cúbicos de sedimentos do fundo do Rio Itajaí, mais a derrocagem de laje de 28,9 mil metros cúbicos, localizada nas proximidades do molhe. Os investimentos nas obras estão orçados em cerca de R$ 60 milhões, mais R$ 30 milhões para obras de recuperação e realinhamento do molhe norte. Entretanto, os recursos alocados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para Itajaí somam R$ 23 milhões.
Em viagem a Brasília na terça e quarta-feira [03 e 04] o superintendente do Porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos Júnior, acompanhado do deputado federal João Matos, conversou com todos os deputados e senadores de Santa Catarina, onde mostrou a realidade do Porto de Itajaí e a necessidade dos investimentos na dragagem de aprofundamento e recuperação dos molhes. Ayres espera, com o apoio dos deputados e senadores catarinenses, independente de partido político, sensibilizar o Comitê Gestor do PAC e a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, para criação de rubrica orçamentária para suplementação dos recursos destinados a obras de infraestrutura aquaviária no Complexo.
Na capital catarinense Ayres, acompanhado do superintendente administrativo da Portonave S/A – Terminais Portuários Navegantes, participou de audiência com o governador Luiz Henrique da Silveira, na quinta-feira [05], onde solicitou apoio junto ao governo federal para a liberação dos respectivos recursos. O superintendente participou ainda de cerimônia para assinatura de acordo de cooperação técnica com a Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica), para a elaboração de um plano diretor que vai definir as obras necessárias à prevenção de desastres naturais no Estado.
Necessidade – “A dragagem de aprofundamento e os reparos no molhe permitirão ao Porto e terminais instalados nas duas margens operarem com navios com até 300 metros de comprimento, 40 metros de boca [largura], 13 metros de calado e capacidade para 7,5 mil TEU [Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés] e, caso ela não ocorra, corremos o risco de ficar fora do mercado”, informa Ayres. O superintendente destaca que o O Complexo Portuário do Rio Itajaí é um dos mais importantes escoadouro das riquezas do país, tendo movimentado no ano de 2008 mais de 7 milhões de toneladas.
“Somos ainda o principal exportador de produtos congelados do Brasil e o segundo maior na movimentação de contêineres, com uma movimentação de 680 mil TEU no ano passado, e empregamos direta e indiretamente aproximadamente 20 mil pessoas, o que faz da atividade portuária o principal motor do desenvolvimento da cidade de Itajaí e região”, informa Ayres, acrescentando que as mercadorias movimentadas pelos terminais do Complexo possuem o maior valor agregado do Brasil, de U$ 2,14 por quilo, o que justifica a necessidade dos investimentos solicitados à União.
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